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Data:
31/03/2026
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Abertura das Portas:
18:00
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Início:
20:00
Descrição:
Alma Naidu: O jazz europeu que redefine identidades
chega a Porto Alegre
"Minha canção brasileira favorita é 'Velas', de Ivan Lins; após anos interpretando-a, tive o privilégio de dividir o palco com o próprio Ivan em Munique para cantá-la ao lado de 'Dindi'"
A cena cultural de Porto Alegre receberá uma das vozes mais cativantes e honestas do jazz contemporâneo: a alemã Alma Naidu. A compositora, pianista e cantora traz ao país pela primeira vez a sua turnê "REDEFINE", um encontro sonoro que transcende a música para se tornar um diálogo sobre autenticidade e mudança social.
Formada entre Munique e a Royal Academy of Music de Londres, Naidu apresenta-se como a arquiteta de seu próprio destino artístico. Nomeada em homenagem à violinista austríaca Alma Rosé, a artista encontra uma conexão profunda no significado do seu nome em português. "Ser fiel à minha alma e permitir que ela brilhe através da minha música é o que sempre guiou a mim e ao meu trabalho", explica ela. Em um gênero onde as mulheres historicamente foram confinadas ao papel de intérpretes, Alma rompe barreiras ao assumir o controle total da produção e dos arranjos de sua obra.
Seu último álbum, que alcançou a terceira posição nas paradas de jazz alemãs, funciona como um manifesto humano. Através de suas letras, Naidu aborda a desconstrução de estereótipos de gênero e a busca pela identidade contra normas sociais impostas. "Minha música é um espaço para questionar quem somos", afirma a artista, cuja voz tem sido descrita como uma ponte entre a intimidade poética e a expansão cinematográfica.
A turnê no Brasil
A turnê, realizada com o suporte do Goethe-Institut, passará por cinco cidades (Rio, São Paulo, Brasília, Goiânia e Porto Alegre) e promete ser um exercício de "saudade" compartilhada. Para Naidu, o Brasil é uma validação da sua linguagem universal e um tributo à música que a formou, como "Inútil Paisagem", de Jobim, e "Velas", de Ivan Lins, canção que ela teve o privilégio de interpretar ao lado do próprio Lins em Munique.
"Trazer essa 'Alma' para o Brasil, um país onde a música é vivida com tamanha profundidade e emoção, parece profundamente certo", acrescenta ela.